quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Trecho de "Decodificando"


"Decodificando"
Cada um com sua promessa. Pense bem antes de prometer algo a alguém.

O tal Olhar de matador.

Eu não me lembrava o dia exato com que vi seus olhos me olharem com tanta frieza como ela acabara de fazer. Eu havia visto esse olhar penetrante e medonho apenas duas vezes em todo minha vida.

Primeira: A três dias que o verão havia sido iniciado no Brasil, quando ele estava gargalhando feliz enquanto mascava aquela goma de mascar com aroma de eucalipto, estávamos eu e ele e mais alguns amigos reunidos. Todos rindo sem nenhum motivo, o motivo real era explicito, eu era mais uma. Mais uma besta rindo de coisas sem sentido. Quando Robert me olhou era com aquele olhar generoso, que me dava vontade de selar um beijão naqueles lábios carmins dele. Era um jogo rápido e por algum motivo, todos bebiam.

O rosto em formato de maçã de Clarice estava vermelho, ela havia ingerido tanto álcool que mal podia dizer “Madley” que a propósito é seu próprio sobrenome.

- Vai! Vai! Vai! – Gritavam todos em coral, eufóricos batendo palma. Eu estava ao lado de quem causava aquela inveja aos jogadores bombados de futebol, além de não ser tão bombado, Robert tinha um corpo magro mas ainda sim exuberante. Ele batia palma ao meu lado, rindo da confusão que nossos amigos faziam ao pronunciar seus sobrenomes, com efeito da bebida.

- Irresponsáveis. – Cochichou Robert no pé de meu ouvido. Eu ri, mas não era tão inresponsavel, não era todo dia que os pais deixavam seus filhos se reunirem na casa de alguém, e eles tinham que pensar pela lógica. Nenhum de nós havíamos bebido tanto quanto foi naquela noite, na noite das entregas. Todos, encheram a cara até não se agüentar em pé, e caiam de um lado pro outro rindo de coisas inúteis. Por que os bêbados adoram rir de coisas insignificantes?

Bem, Não faço idéia. Rolou até aquela pegação, uma troca de olhares... Você sabe muito bem do que eu estou falando, enfim. Olhares, foi o que se multiplicou ao meu redor.
- Alice, venha! Vamos! Queremos que você pronuncie seu sobrenome. – Disse um dos meus amigos no meio da multidão de cabeças bêbadas, que por sinal tinha a voz em perfeito estado, então penso eu que era George. Ele não costumava beber.

- Vai lá, eu sei que você consegue pronunciar qualquer palavra agora, até mesmo inconstitucionalissimamente. – Ele riu assim que terminou o palavrão, mais confundida do que nunca. Eu apareci no alto para pronunciar meu nome errado e fazer todos rirem.

-Alice Stewart Walfter. – Pronunciei um pouco devagar pra não errar, e mesmo assim todos riram sem parar. Feliz comigo mesma, eu olhei para o meu doce amado. Robert. Ele estava parado, com o rosto sem expressão alguma me olhando. O choque me percorreu rapidamente e logo eu quis saber o que tinha dito de errado. Ele piscou duas vezes com força, e me olhou com a expressão de dor.

O que eu não havia entendido era justamente o que eu havia feito para deixá-lo daquele forma. E você realmente quer saber o por que de Rob ter ficado tão temperamental depois daquilo? Eu te conto o por que...










terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Trecho de "Falsidade"

Falsidade

Ela acaba traindo a si mesma.

Megan tinha um sorriso torto estampado na face, seus belos cachos dourados caiam levemente por seus ombros e seus olhos brilhavam numa intensidade de milhares de sóis, não era estranho vê-la sorrir.

Ela sempre sorria daquela forma sombria ao ver a angustia de um ser humano. Ela costumava fazer muito isto, sorrir com freqüência. O dia no novo colégio, pareceu ser cansativo para a garota, mas ela ainda tentava ser receptiva, falando com todos que lhe dirigiam a palavra.

Era estranho ver uma... Megan do bem, mas aquilo era tudo farsa, ela queria que todos ficassem a sua volta idolatrando-a. E estava conseguindo, muitas garotas não paravam de cochichar sem parar numa forma de como chegar em Megan e elogiar suas roupas, seu cabelo... Seu sorriso!

Mas Megan se manteve no auge da popularidade neste dia ensolarado. Não durou muito tempo para que Megan se cansasse dos rostos alegres a sua volta, que radiá-la como se ela fosse a coisa mais importante presente na classe.

Assim que chegou do colégio. Seu sorriso ainda mais alargado do que o que ela havia levado consigo após partir. Ela puxou uma caneta vermelha da bolsa de couro preta que ganhara de aniversario de uma de suas súditas a algum tempo. Pegou seu diário que era escondido a sete chaves. E não é exagero! Ela escondia dentro de um baú a sete chaves. E somente ela sabia onde o baú se encontrava.

Fevereiro, 03

Diário, quero lhe dizer que estou mais que satisfeita com meu mais novo ponto de picaretagem, o meu novo colégio é o lugar ideal para me camuflar. Estou dando impressão de boa aluna e todos querem minha companhia, estou meramente feliz por saber que ainda estão acreditando que sou uma boa pessoa, além do mais tenho uma nova melhor amiga. Na verdade eu não a considero como amiga muito menos a melhor, mas o que eu posso fazer se ela me achou a garota mais descolada e bem vestida do colégio, nos juntos quatro minutos da primeira aula do primeiro dia de aula?

Hoje fui discreta, usando um dos meus casacos italianos prediletos fui para a manhã fria, claramente devo admitir que alguns garotos chamaram minha atenção, Tom Waltterman é novo aluno, de corpo impecável e do sorriso impagável. O garoto não me olhou, ele praticamente me ignorou, na hora me deu certa vontade de matá-lo ou algo do gênero, mas me segurei. Por que isto era até bom.

Afinal, tudo que é difícil é mais gostoso.

Megan Lee Wolderfun.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Trecho dois de "Enlightened" (Iluminada)

A iluminada. (parte 2)
Quando você tem a oportunidade de conhecer quem já lhe conhecia. Mas é desconhecido aos seus olhos.





Samantha.

-Desculpe Carmen, eu estou demorando aqui por que realmente está uma sujeira, mas vou terminar em dois minutos. – Falei percebendo que o tempo que havia passado a deriva, tinha me deixado sem terminar meu serviço.

- Não que isto Samy! Na verdade vim ver o que estava fazendo, você anda... Muito... É, área. – Falou ela enquanto arrastava duas latas de tinta para o canto da garagem. Tentei sorrir, mas não consegui e acabou saindo uma careta horrível.

-Estou em época de provas, estou preocupada com minhas notas. – Falei. Eu não mentira, estava mesmo em época de prova. Mas eu não estava preocupada, mesmo estando péssima em todas as matérias, minha concentração foi por água a baixo, e eu nem me importava mais com isto. Eu havia colado da prova da Lola, em física, historia e inglês. Eu não sabia mas nada sobre minhas matérias prediletas, eu não prestava atenção nas aulas, e continuava com fama de “retardada” agora que eu não tinha notas boas, nem ia arrumada pro colégio, parecendo um zumbi atrás de um cérebro fresco.

-Ah claro, eu deveria ter imaginado! Vá estudar eu termino aqui Samy. – Eu teria recusado o pedido dela, mas não pude. Eu queria ir para casa me trancar no quarto um pouco.

-Obrigada Carmen, eu irei estudar em casa. – Falei tentando deixar a voz mais entusiasmada, fui para casa quase correndo, tamanha era a vontade de ficar só.

Assim que pisei os pés no meu jardim, senti o cheiro de casa, e corri pro meu quarto. Ali eu me sentia, bem. Bem para chorar e ninguém dizer “Não chore Samy” me sentia bem o suficiente para gritar, e sorrir para a parede que nem a problemática que eu era. Meu celular vibrou no pé da cama, justamente quando o sono estava me tomando. Abri os olhos rapidamente com raiva, afinal não era todos os dias que eu dormia, não agora. Peguei o celular em um movimento rápido e bruto, e atendi a ligação.

-Como está minha amiguinha predileta? – Disse logo a voz. Lola. Ultimamente ela me ligava sempre pra saber como eu andava, acho que ela tinha receio de que eu me matasse um dia desses.

-Ela estava quase dormindo. – Falei entre dentes, afim de desligar logo.

-Ah para vai, hoje vai ter a festa! Minha festa, aquela que não sei se você lembra mas estou a mais de três anos planejando ela, e você a minha melhor amiga, não esta aqui pra me ajudar, nem colocar a mão e dizer... – Ela fez uma pausa, depois voltou a falar fazendo uma voz fininha. - “Lola a sua festa está maravilhosa!”

- Pode ser por telefone? Lola tua festa deve estar maravilhosa. – Falei sem entusiasmo, ela rosnou do outro lado da linha.

-Não! Não! Não! Esta tudo errado, você tem que estar aqui comigo, não vai me dar o bolo... Né amiguinha? – Disse ela adocicando a voz para me convencer. Apesar de eu querer que a morte viesse logo me buscar, eu deveria fazer este esforcinho. Lola sempre foi tão... Tão Lola! Eu não poderia deixá-la.

- ♣ -

Nick.

Meu trabalho se tornava cada vez mais cansativo. Não era fácil tolerar uma humana imbecil entrando em depressão. E definitivamente Samantha entrava em uma agora.

- Odeio a vida. Odeio o mundo. Odeio tudo isso, preferia morrer!

Ela chegou a comentar essas palavras com tamanha imprudência contida na saliva de quem um dia amou a vida. Não suportava mais as idiotices que ela fazia agora, então resolvi que eu a mataria logo de uma vez a sangue frio. Faria com que seu desejo maior fosse escutado, um agente da morte a levaria pras profundezas sangrentas e escuras feito ônix. Ela não ficaria se lamentando. Mas que diabos tinha que ser assim? Nunca pensei que ela dependia tanto do pai, tanto assim.

Acabou que este teatro todo não teve fim, e então chegou minha hora de ser alguém que mudaria a vida dela, de verdade. Fui designado a me tornar um anjo de hemo. A palavra é grega e quer dizer. Anjo de sangue, o anjo que por uma gota de sangue da pessoa que cuida, ele se torna humano para poder protege-la de formar variadas.

Quando me disseram que eu teria que ser um anjo de hemo, eu definitivamente não quis acreditar, nem poderia ao menos suportar que teria que ficar ao lado daquele monstro que ela havia se tornado. O processo foi rápido, assim que ela dormia. Eu pensei em uma forma de tirar uma gota de sangue dela, talvez arrancando seu pé fora! Seria legal.

Peguei seu pé com a mão esquerda e tive vontade de aperta-lo até que pelo pé o sangue voasse e saísse pelos seus olhos, ou que enquanto eu torcia e arrancava seu pé fora, seus pulmões inchassem e que o ar que ela respirava explodisse em milhares de partículas de oxigênio. Eu era muito mal, ultimamente eu queria mata-la. Não agüentava vê-la daquela forma, ela não vivia! Ela parecia um zumbi, se arrastando pela casa com sondas.

Trecho de "Enlightened" (Iluminada)

A Iluminada
Quando você tem a oportunidade de conhecer quem já lhe conhecia. Mas é desconhecido aos seus olhos.


Samantha.

Era quase constrangedor estar ali, na casa de Matt. Limpando sua garagem imunda, fedendo a óleo de carro e diesel. Eu queria gritar, e sair correndo pra bem longe daqui, mas ali era quase meu refúgio. Me conforto, eu gostava de estar onde tinha pessoa. Era ruim ficar sozinha, me trazia mais angustia e solidão, e por cima de tudo! Trazia as lembranças de que a casa nunca foi vazia, sempre meu pai estava ali. E agora ele não estava mais.

Havia se passado duas semanas que ele tinha ido, e que eu permanecia o dia inteiro na casa de Carmen, eu não dormia ali, por que me sentia pior. Da primeira e jurei que seria a ultima vez, que dormira lá, Tive centenas de pesadelos envolvendo meu pai. E eu não gostava disto.

Prometi a mim mesma que passaria o dia com Carmen e Matt, apenas para que o dia fosse mais rápido e curto, eu gostava de dias longos, mas agora tudo havia mudado pra mim. De casa pra escola da escola pro trabalho e do trabalho pra casa. O dia se repetia a mesmice de sempre, me deixando atordoada. Recebi uns e-mails do meu pai, ele dizia que estava bem, e perguntava se eu havia almoçado bem. E escrevia também algo do tipo “a comida congelada está no refrigerador, esquente e coma!” como se ele estivesse sentado no sofá da sala assistindo um bom jogo de futebol americano, pedindo para que eu mesma fizesse meu jantar. Era intrigante! Irritante ter que levar a vida sozinha. Lola dizia que eu precisava de um namorado, por que nem ela mesma estava conseguindo me suportar ultimamente. Ela e Adam, ainda estavam no mesmo caso, ele não havia cedido a vontade múltipla dela de namorar, e eu discordava que estivesse precisando de um. Era tão chato que eu pensei por um momento algo que nunca, jamais havia se quer pensado em toda minha vida!

Como seria se eu morresse? Era algo imprudente até mesmo de pensar, mas eu queria ter noção de que a vida não seria diferente sem mim, o mundo estava sem cor agora. Não apenas por que meu pai se foi, mas por que com ele alem de ter ido metade de mim, foi toda minha felicidade e minhas companhias felizes. Robert, tinha até medo de ir me visitar agora, ele dizia todos os dias no colégio que eu andava pálida, sem cor, sem vida. Chegou até a dizer que eu estava lívida! Eu não precisava da opinião dele, não me importava. Mas percebi que isto deveria me tocar como tudo o que rodeava a mim fazia. Tudo que falavam de mim, me tocava me deixava encabulada, mas agora não.

Eu não precisava mais dos meus amigos como precisei um dia, eles era fundamental para me deixar feliz. Agora nem isto importava, era algo difícil de se explicar. Cheguei a imaginar que a depressão andava gritando dentro de mim, mas não podia ser. Meu pai tinha ido, e minha mãe nunca mais voltou. Os dois agora estavam distantes de mim, e não tinha ninguém que pudesse subtítulos que nem Carmen tentara fazer ultimamente.

- Olá? Samy está tudo bem? Responda-me! – A voz veio que nem um zumbido, me tirando da inconsciência que eu permanecia por uns minutos. Respirei abafado e levantei os olhos devagar, e a vi. Carmen estava ali na frente sorridente, e eu não entendi o por que não tinha a visto ali antes.



Trecho de "Hipnose"

Hipnose
Basta saber se você conhece verdadeiramente quem você diz que ama.



Natalie tinha os olhos focados em mim, seu sorriso lisonjeiro havia sumido e em seu lugar um sorriso maligno se formou levemente. Estávamos ao alvorecer, ela tinha me chamado para sair da festa e me trago até aquele lugar medonho. Estava escurecendo e eu não via a hora de irmos embora dali, suas mão flácidas batiam no vestido branco, seus olhos gentis permitiam que víssemos sua fraqueza e delicadeza.
Peguei sua mão, por um momento pensei que ela estivesse triste mas não. Ela só encarava o chão meio encabulada com alguma coisa.

- Vamos embora daqui Naty, está frio e escuro. - Ela acariciou minha mão com sua mão fervente. Seus dentes agora estavam contorcidos em um sorriso perfeito e estimulante, isto me deu no que pensar.

- Quero muito ficar aqui, sozinha. - Eu não sabia o por que, mas senti que eu deveria ir embora logo. Não deveria ficar com ela aqui, eu sabia que algo estava errado e eu não manteria nada no controle. Natalie soltou minha mãe, rompendo todos meus pensamentos confusos. Puxou o elástico do cabelo e o colocou em uma de minhas mãos.

-Quero que fique com isto e sumi daqui imediatamente. - Reprimi a tristeza que me inundava de forma doentio, eu tinha que ser forte. Mas que diabos eu estava com vontade de chorar? Eu era homem! A necessidade de chorar aumentou quando eu vi que ela se afastava para o negro da floresta de forma cautelosa, mas eu não via aquilo como uma garota maluca saindo em rumo a floresta em plena meia noite com uma festa bombando a alguns metros, mas eu via aquilo como uma despedida dolorosa.

Como uma despedida muito dolorosa. Como se eu sentisse que ela não voltaria tão cedo ou ao menos nunca mais estaria aqui comigo, tudo que já passamos voou. Tudo, os dias em que ela se sentava ao meu lado e balançava seus cabelos perfumados em minha direção querendo a todo custo chamar minha atenção.

-Naty volte aqui. - Consegui enfim dizer alguma coisa. Ela se virou pra mim os olhos calmos se transformando em uma expressão de culpa misturada com curiosidade.

-Você quer que eu fique? - Ela perguntou como se a resposta já não fosse obvia e já não estivesse ali estampada na minha testa. O vazio entre nós, me deixava atordoado. Assenti de forma inesperada e ela sumiu na escuridão como se eu não tivesse respondido-a.

A escuridão me envolveu, quase que me abraçando. E eu resolvi que a procuraria. Comecei a correr de volta para a festa, ela deveria voltar. Ela voltaria! Eu me obriguei a colocar isto em mente. Dando voltas e mais voltas pelo gramado da casa de Mattison eu não a vi desfilando com seu corpo sensual por ali e isto me deixou intrigado.

- Ei cara, vem cá. Arranjei uma parada forte! - Disse Matt erguendo uma garrafa no ar sobre as milhões de cabeças que se mexiam conforme a batida da musica. Passei por Matt e sua gangue indo em direção a as escadas, Natalie estaria lá no quarto me esperando, ou caída morta de cansaço. Ela estaria lá...
Subi as escadas correndo e Matt me acompanhou desajeitado quase caindo degraus abaixo.

-O que foi irmão? - Ele perguntou, ignorei-o mais uma vez. Na tentativa de não tirar dos meus pensamentos Natalie. Abri a porta com um golpe, quase que a derrubando-a. Mas ali estava nada mais nada menos do que ...

Trecho de "Falsidade"

Falsidade

Ela acaba traindo a si mesma.


Janeiro, 11.

Querido e pretensioso Diário, hoje eu resolvi que mudarei de colégio. No colégio onde me encontro os alunos já estão me acusando desnecessariamente. Não que eu não tenha sido culpada de muito das acusações, mas obviamente eu deixarei que a culpa caia nas costas de quem eu odeio.

E não é difícil encontrar alguém que me odeie. Em paris por exemplo, se eu voltar para a França, corro grande chances de ser massacrada cruelmente. Isto me dá até vontade de sorrir, confesso.
Já mudei de cidade, estado, país. Tantas vezes que perdi a conta. Desta vez eu estou morando no Brasil, eu não curto tanto o calor deste país, acaba com minha pele clara.
Mas eu tinha que desaparecer do México o mais rápido o possível, não, eu não matei ninguém lá. Pelo menos eu não me lembro de ter feito isto, mas... Não é a toa que a namorada ou ex-namorada de Petter, deve estar atrás de mim para me descabelar. Eu não me importaria com isto, traria mais raiva pra ela saber que tocou na amada de seu namorado depois do massacre.

Pretendo fazer o possível para ser bonzinha neste novo colégio, sei que todas me invejarão, não me importo. Eu adoro a inveja, ela faz de mim mais poderosa que nunca. As garotas geralmente tentam esconder inevital! Mais cedo ou mais tarde, elas não conseguem esconder.
E é como eu digo, ou essa inveja é boa ou ruim. Ou ela será tua amiga e por causa da inveja vai tentar te imitar e ser igual a você, ou ela vai te odiar e tentar sem sucesso ser melhor. Sabe por que eu sei disso tudo? Eu sei a receita, eu faço a inveja.


Megan Lee Wolderfun.



Inicio de "Uma garota quase enlouquecida"

Uma garota quase enlouquecida

Quando uma garota enlouquecendo tenta te explicar o inesplicavel.




Naquele dia, a chuva caia lenta. Fazia um barulho baixo no telhado da casa de meu pai enquanto eu tentava impacientemente dormir. O suor que meu corpo produzia descia pela minha nuca como se estivesse desfilando de modo desengonçado. Tentei reprimir a vontade de beber um copo d'água, eu era medrosa e somente sairia dali do sofá quando uma nave de extraterrestres pousasse no carpete surrado da sala e me chamasse para tomar um chá, coisa que não iria acontecer, eu espero pelo menos que não.

Ao menos se eu não tivesse medo de coisas tão mediócres quanto o escuro, eu saberia me virar sozinha sem ajuda de ninguém. Pensei se deveria chamar papai, ele com certeza levantaria e iria buscar água pra mim, mas eu resolvi que seria forte. Isto era ridículo! Eu tinha coisas demais para me preocupar, e não ficar chateada por que minha garganta estava sendo arranhada por unhas afiadas de sede, pensei eu que isto era psicológico. Se eu pensasse que já havia ido a cozinha e tomado água, talvez eu conseguiria enganar eu mesma de uma forma boba.
Ah eu já bebi água, e estava uma delicia. Aquele liquido sem cheiro, sem cor ou sem sabor, um pouquinho doce... Estava realmente uma delicia, não bebi somente a água e sim a vitória junto! De poder e ter a coragem de sair do sofá em que eu me encontrava dormindo de quinze em quinze dias, duro. Com as almofadas desgastadas e enrolada num cobertor velho que foi uma das poucas coisas que minha mãe não se permitiu a levar junto consigo mesma.

-Você já bebeu água! - Falei a mim mesma feito uma louca.
Bem, você deve estar se perguntando, o por que de uma garota ficar tanto tempo pensando em um copo de água, ou por que eu não dormi ainda. E eu devo responder a você, que eu tenho problemas maiores do que sede, problemas muito maiores que isto, coisas que somente eu posso resolver. E se você ainda acha que sou idiota demais para resolver uma separação de pais, ajudar uma amiga drogada, ou ser traída pelo namorado... Eu não sou tão tonta, mas desde que eu resolvi que encararia meus problemas com responsabilidade. Consegui encarar tudo de cabeça erguida, com sucesso. Deixando o medo que eu tinha destas coisas, para ser substituído por medo de escuro, ou simplesmente da má sorte.

E se perguntam até hoje, quem é essa menina maluca que tem medo do escuro e não mais de ser traída pelo namorado infiel?
Eu sou a dona do diário de bordo mais comentado no colégio e no meu país! Eu sou a garota. A garota quase enlouquecida.

Apresentação.


Pode se dizer que sou nova, uma garota comum, tenho quinze anos. E escreve desde os doze, adoro escrever histórias, dos gêneros variados, as minhas prediletas são as que tem como tema o SOBRENATURAL, leio bastante e a cada leitura tento obter o máximo o possível de conhecimento para ser transmitido para quem lê o que escrevo também.
Não é um único livro, já escrevi mais de três. Nenhum completo, afinal sempre tenho idéias novas e tento escreve-las o mais rápido o possível para não esquece-las de imediato. Sou apaixonada por livros de ficção, Crepúsculo foi meu maior incentivo até hoje. Por isso tenho como tema do BLOG o nome da praia de La'push, mencionada no livro de Sthepenie Meyer, a praia onde se encontram os quileutes, e suas lendas maravilhosas sobre os Lobos.



Neste BLOG eu postarei de dois a três capítulos das histórias que escrevo, cada uma com sua história diferente, algumas medonhas outras não. Trágicas ou Mágicas, postarei todas... Independente da idade que eu iniciei a história ou mesmo se o fim é bom ou ruim.
Então é isso aí, espero que gostem. Pelo menos se divirtam com estas histórias sem noções inspiradas nas melhores histórias da atualidade e nas melhores Escritoras.


Grazi Push.